Glossário · Doenças
Arritmia cardíaca
Em resumo
Qualquer alteração do ritmo ou da frequência dos batimentos: batidas fora de hora, muito rápidas ou muito lentas. Algumas são inofensivas, outras causam desmaios e podem ser fatais; o eletrocardiograma e o Holter distinguem uma da outra.
O coração bate porque um impulso elétrico nasce no nó sinusal e percorre um caminho definido até os ventrículos. Quando esse impulso nasce no lugar errado, se atrasa, se bloqueia ou dispara em excesso, temos uma arritmia. Nem toda arritmia é doença: cães têm normalmente uma "arritmia sinusal respiratória", em que a frequência acelera na inspiração e desacelera na expiração. O papel do cardiologista é diferenciar o ritmo normal da arritmia que ameaça o paciente.
Tipos mais relevantes
- Extrassístoles ventriculares: batidas prematuras que, em grande número ou em sequência, podem evoluir para taquicardia ventricular. Comuns em Boxer e Dobermann (cardiomiopatia arritmogênica e dilatada) e em cães com doenças abdominais graves.
- Fibrilação atrial: átrios "tremem" em vez de contrair, o ritmo fica irregular e acelerado. Frequente em cães de grande porte com o coração dilatado.
- Bloqueio atrioventricular: o impulso não passa dos átrios para os ventrículos. No bloqueio de 3º grau o coração bate muito devagar e o tratamento é o marca-passo.
- Síndrome do nó sinusal doente: pausas longas entre batimentos, com desmaios; típica de Schnauzer Miniatura e West Highland White Terrier.
Sinais
Muitas arritmias são silenciosas. Quando causam sinais, o mais típico é o desmaio (síncope), além de fraqueza, intolerância ao exercício e, nas taquicardias sustentadas, sinais de insuficiência cardíaca.
Diagnóstico
O eletrocardiograma registra o ritmo por alguns minutos; o Holter registra por 24 horas, o que é essencial quando a arritmia é intermitente. O ecocardiograma investiga se existe doença estrutural por trás.
Tratamento
Varia de "nenhum, só acompanhar" a antiarrítmicos (sotalol, amiodarona, diltiazem, mexiletina), tratamento da causa de base e, para bradiarritmias graves, implante de marca-passo definitivo, um procedimento minimamente invasivo realizado na Goldfeder.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico veterinário. O diagnóstico e o tratamento de doenças cardíacas exigem avaliação individual de cada paciente.
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Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Quais sinais indicam problema no coração do meu pet?
Tosse (principalmente à noite), cansaço fácil, respiração acelerada em repouso, desmaios, barriga inchada, perda de peso e gengivas pálidas ou azuladas. Em gatos os sinais são mais discretos: esconder-se, respirar pela boca, comer menos. Dificuldade para respirar é emergência.
Tosse em cachorro é sempre coração?
Não. Colapso de traqueia, bronquite, infecções e problemas de laringe causam tosse com frequência, sobretudo em raças pequenas. A tosse cardíaca costuma vir com cansaço e respiração acelerada, e o cardiologista diferencia as causas com exame físico, radiografia de tórax e ecocardiograma.
Quanto tempo vive um cão com doença cardíaca?
Varia muito com a doença e o estágio. Cães com doença valvar em estágio inicial podem viver anos sem sinais; depois do primeiro episódio de insuficiência cardíaca, o tratamento bem conduzido costuma garantir de um a dois anos ou mais com boa qualidade de vida. O acompanhamento regular é o que permite ajustar o tratamento a tempo.
O remédio para o coração é para a vida toda?
Nas doenças degenerativas, sim: o tratamento controla, não cura, e interromper causa recaída. Nas cardiopatias congênitas corrigidas por cateterismo, a medicação muitas vezes pode ser suspensa depois do procedimento.
Seu pet apresenta algum desses sinais?
Uma avaliação cardiológica com ecocardiograma no mesmo atendimento tira a dúvida. Atendemos em São Paulo, Osasco e Porto Alegre.

