Glossário · Doenças

Insuficiência cardíaca congestiva ICC

Em resumo

Estágio em que o coração já não consegue bombear o suficiente e o sangue "represa", causando acúmulo de líquido nos pulmões (edema) ou no abdome (ascite). É uma síndrome, o desfecho de várias doenças cardíacas.

Insuficiência cardíaca congestiva não é o nome de uma doença, mas de uma situação: o coração, enfraquecido ou sobrecarregado por qualquer cardiopatia, deixa de dar conta do volume de sangue que recebe. O sangue "represa" atrás da câmara que falha e o líquido extravasa: nos pulmões, quando o lado esquerdo falha (edema pulmonar); no abdome e no tórax, quando o lado direito falha (ascite e derrame pleural).

Causas frequentes

Em cães, a doença valvar degenerativa e a cardiomiopatia dilatada. Em gatos, a cardiomiopatia hipertrófica. Cardiopatias congênitas não corrigidas, como o PDA, também levam à ICC, muitas vezes ainda no primeiro ano.

Sinais de alerta

  • Respiração acelerada em repouso (acima de 30 a 40 movimentos por minuto dormindo) ou com esforço abdominal.
  • Tosse persistente em cães, principalmente à noite.
  • Cansaço fácil, relutância em passear ou brincar.
  • Barriga aumentada, perda de massa muscular.
  • Gengivas pálidas ou azuladas, desmaios.

Dificuldade respiratória intensa é emergência: procure atendimento imediatamente.

Diagnóstico

Radiografia de tórax (para ver o edema ou o derrame), ecocardiograma (para identificar a causa e o grau) e exames de sangue, incluindo o NT-proBNP, que sobe quando o coração está sob estresse.

Tratamento

A crise é tratada com oxigênio e diurético injetável. Em casa, o tratamento de manutenção combina diurético (furosemida ou torsemida), pimobendan, inibidor da ECA e espironolactona, ajustados a cada paciente. Dieta com sódio moderado, controle do peso e monitoramento da frequência respiratória em repouso completam o cuidado. Com tratamento bem conduzido, muitos cães vivem com boa qualidade de vida por um a dois anos ou mais após o primeiro episódio.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico veterinário. O diagnóstico e o tratamento de doenças cardíacas exigem avaliação individual de cada paciente.

Termos relacionados

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  • Persistência do ducto arteriosoCardiopatia congênita em que um vaso fetal (o ducto arterioso) não se fecha após o nascimento, desviando sangue…
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  • Doença valvar degenerativaDesgaste progressivo da valva mitral (e às vezes da tricúspide), que passa a deixar o sangue refluir. É…
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Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Quais sinais indicam problema no coração do meu pet?

Tosse (principalmente à noite), cansaço fácil, respiração acelerada em repouso, desmaios, barriga inchada, perda de peso e gengivas pálidas ou azuladas. Em gatos os sinais são mais discretos: esconder-se, respirar pela boca, comer menos. Dificuldade para respirar é emergência.

Tosse em cachorro é sempre coração?

Não. Colapso de traqueia, bronquite, infecções e problemas de laringe causam tosse com frequência, sobretudo em raças pequenas. A tosse cardíaca costuma vir com cansaço e respiração acelerada, e o cardiologista diferencia as causas com exame físico, radiografia de tórax e ecocardiograma.

Quanto tempo vive um cão com doença cardíaca?

Varia muito com a doença e o estágio. Cães com doença valvar em estágio inicial podem viver anos sem sinais; depois do primeiro episódio de insuficiência cardíaca, o tratamento bem conduzido costuma garantir de um a dois anos ou mais com boa qualidade de vida. O acompanhamento regular é o que permite ajustar o tratamento a tempo.

O remédio para o coração é para a vida toda?

Nas doenças degenerativas, sim: o tratamento controla, não cura, e interromper causa recaída. Nas cardiopatias congênitas corrigidas por cateterismo, a medicação muitas vezes pode ser suspensa depois do procedimento.

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Seu pet apresenta algum desses sinais?

Uma avaliação cardiológica com ecocardiograma no mesmo atendimento tira a dúvida. Atendemos em São Paulo, Osasco e Porto Alegre.

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