Doenças Cardíacas em Gatos · Atualizado em

Bloqueio Atrioventricular de 3º Grau em Gatos: Prognóstico e Abordagem Atual

O bloqueio atrioventricular (BAV) de 3º grau em felinos, embora classificado como uma arritmia grave, apresenta um prognóstico mais favorável do que se acreditava anteriormente, especialmente quando manejado de forma adequada. Principais…

Gato deitado durante o exame de eletrocardiograma na cardiologia veterinária

O bloqueio atrioventricular (BAV) de 3º grau em felinos, embora classificado como uma arritmia grave, apresenta um prognóstico mais favorável do que se acreditava anteriormente, especialmente quando manejado de forma adequada.

Principais Achados:

Sobrevida mediana de 799 dias em gatos diagnosticados.

Implante de marcapasso epicárdico promove melhora clínica imediata em aproximadamente 80% dos casos.

A presença de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) no momento do diagnóstico é o único fator prognóstico negativo independente, reduzindo a sobrevida mediana para 132 dias.

Em contrapartida, a ausência de ICC está associada a prognóstico significativamente superior, mesmo na ausência de implante de marcapasso.

Referências:

Berger KE, et al. Paroxysmal high-grade second-degree and persistent third-degree atrioventricular block in cats: 64 cases (2000–2018). J Vet Cardiol. 2019.

Kellum HB, Stepien RL. Third-degree atrioventricular block in 21 cats (1997–2004). J Vet Intern Med. 2006;20:97–103.

Côté E, et al. Textbook of Veterinary Internal Medicine. 9ª ed. Elsevier; 2020.

Considerações Clínicas:

O BAV de 3º grau pode ocorrer em felinos com ou sem cardiomiopatia estrutural associada.

O implante de marcapasso permanece como a abordagem terapêutica de eleição para gatos sintomáticos ou com ritmo de escape instável.

A ausência de ICC no diagnóstico inicial se relaciona com maior sobrevida e melhor qualidade de vida.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico veterinário. O diagnóstico e o tratamento de doenças cardíacas exigem avaliação individual de cada paciente.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Quais sinais indicam problema no coração do meu pet?

Tosse (principalmente à noite), cansaço fácil, respiração acelerada em repouso, desmaios, barriga inchada, perda de peso e gengivas pálidas ou azuladas. Em gatos os sinais são mais discretos: esconder-se, respirar pela boca, comer menos. Dificuldade para respirar é emergência.

Meu gato fica muito estressado. Como funciona o atendimento?

A rotina é pensada para reduzir o estresse: caixa de transporte coberta, ambiente calmo, manipulação mínima e, quando necessário, sedação leve para que o ecocardiograma seja feito com segurança e medidas confiáveis.

Vale a pena fazer ecocardiograma preventivo?

Em raças com predisposição genética (Cavalier King Charles, Dobermann, Boxer, Maine Coon, Ragdoll, Sphynx), em animais que vão passar por anestesia e em cães de pequeno porte idosos, sim. Detectar a doença antes dos sinais permite começar o tratamento na fase em que ele mais adia a insuficiência cardíaca.

Doença cardíaca em cães e gatos tem cura?

Depende da doença. Várias cardiopatias congênitas, como a persistência do ducto arterioso e a estenose pulmonar, podem ser corrigidas por cateterismo, muitas vezes de forma definitiva. As doenças degenerativas (doença valvar, cardiomiopatias) não têm cura, mas têm tratamento que controla os sinais e prolonga a vida com qualidade.

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Seu pet apresenta algum desses sinais?

Uma avaliação cardiológica com ecocardiograma no mesmo atendimento tira a dúvida. Atendemos em São Paulo, Osasco e Porto Alegre.

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