Glossário · Sinais e sintomas

Sopro cardíaco

Em resumo

Ruído extra ouvido na ausculta, produzido por turbulência do sangue dentro do coração. Não é uma doença, é um sinal: pode indicar um defeito valvar ou congênito, mas também pode ser inocente, sobretudo em filhotes.

Quando o sangue passa de forma turbulenta por uma valva estreita, por uma valva que não fecha bem ou por um orifício anormal, ele produz um ruído que o veterinário ouve com o estetoscópio: o sopro cardíaco. O sopro em si não é uma doença. É um sinal de que algo pode estar alterando o fluxo dentro do coração, e a tarefa do cardiologista é descobrir o quê.

Como o sopro é descrito

O veterinário anota a intensidade (graus de I a VI), o momento em que ocorre no ciclo cardíaco (sistólico, diastólico ou contínuo) e o local onde é mais audível. Essas três informações já apontam para as causas mais prováveis. Um sopro contínuo em filhote, por exemplo, sugere PDA; um sopro sistólico à esquerda em cão idoso de pequeno porte sugere doença valvar degenerativa.

Sopro inocente existe?

Sim. Filhotes até cerca de 4 a 6 meses podem ter sopros suaves (grau I a II) sem nenhuma alteração estrutural, que desaparecem com o crescimento. Gatos também têm sopros "dinâmicos" que aparecem com estresse e não significam doença. Ainda assim, um sopro que persiste ou é intenso merece investigação.

O que fazer quando o veterinário ouve um sopro

O exame que responde à pergunta "esse sopro é importante?" é o ecocardiograma. Ele mostra a origem do sopro, se há dilatação de câmaras e qual é a gravidade. A partir daí define-se se é caso de apenas acompanhar, tratar com medicação ou corrigir com cateterismo.

Sopro em cão idoso

Em cães de pequeno porte a partir dos 7 ou 8 anos, o sopro mais comum é o da degeneração da valva mitral. A avaliação cardiológica define o estágio da doença e, a partir do estágio B2, há medicação que comprovadamente retarda a evolução para a insuficiência cardíaca. Por isso, sopro em cão idoso nunca deve ser "só observado" sem um ecocardiograma.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico veterinário. O diagnóstico e o tratamento de doenças cardíacas exigem avaliação individual de cada paciente.

Termos relacionados

  • Estenose pulmonarEstreitamento congênito da valva pulmonar, que dificulta a saída do sangue do ventrículo direito para os pulmões. É…
  • Persistência do ducto arteriosoCardiopatia congênita em que um vaso fetal (o ducto arterioso) não se fecha após o nascimento, desviando sangue…
  • Hipertensão pulmonarAumento da pressão nas artérias dos pulmões, que força o lado direito do coração. Em cães é quase…
  • Doença valvar degenerativaDesgaste progressivo da valva mitral (e às vezes da tricúspide), que passa a deixar o sangue refluir. É…
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  • Estenose subaórticaEstreitamento abaixo da valva aórtica, que obriga o ventrículo esquerdo a trabalhar contra resistência. Congênita, comum em Boxer,…
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Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Quando devo levar meu pet ao cardiologista veterinário?

Quando o veterinário de rotina ouve um sopro ou uma arritmia, quando o animal apresenta tosse persistente, cansaço fácil, respiração acelerada em repouso ou desmaios, e no rastreamento de raças predispostas (Cavalier, Boxer, Dobermann, Maine Coon, entre outras). Cães de pequeno porte a partir dos 8 anos e gatos idosos também se beneficiam de uma avaliação preventiva.

Quais sinais indicam problema no coração do meu pet?

Tosse (principalmente à noite), cansaço fácil, respiração acelerada em repouso, desmaios, barriga inchada, perda de peso e gengivas pálidas ou azuladas. Em gatos os sinais são mais discretos: esconder-se, respirar pela boca, comer menos. Dificuldade para respirar é emergência.

Como contar a respiração do meu pet em casa?

Com o animal dormindo ou totalmente relaxado, conte quantas vezes o tórax sobe em 30 segundos e multiplique por dois. Abaixo de 30 por minuto é normal. Acima de 40 de forma repetida, ou um aumento claro em relação ao habitual, é motivo para entrar em contato.

Tosse em cachorro é sempre coração?

Não. Colapso de traqueia, bronquite, infecções e problemas de laringe causam tosse com frequência, sobretudo em raças pequenas. A tosse cardíaca costuma vir com cansaço e respiração acelerada, e o cardiologista diferencia as causas com exame físico, radiografia de tórax e ecocardiograma.

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Seu pet apresenta algum desses sinais?

Uma avaliação cardiológica com ecocardiograma no mesmo atendimento tira a dúvida. Atendemos em São Paulo, Osasco e Porto Alegre.

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